15 abril 2018

Tears of Kali (2004)


Outros títulos: Lágrimas de Kali
Dirigido por: Andreas Marschall
País de Origem: Alemanha
Duração: 106 minutos

Sinopse: Uma jovem, Tansu Yilmaz, ganha acesso em um asilo onde a mulher responsável pelo assassinato de seu irmão Samarfan, Elizabeth Steinberg é mantida. No entanto, as circunstâncias da morte de Samarfan fazem pouco sentido: Elizabeth não poderia ter cometido o assassinato e o homem que ela alega ter instruído a realizar o assassinato, um italiano chamado Keoma, nunca foi encontrado. Sob pressão do questionamento de Tansu, a verdade logo sai de Elizabeth, junto ao espírito maligno abrigado todos esses anos.

A história é contada em três episódios, "Shakti", "kali" e "Devi", nomes de três divindades indianas que representam a energia cósmica, o divino e a destruição. é um dos três ex-membros de um grupo fundado por psicólogos alemães Taylor - Eriksson e as pessoas que tinham a infelicidade de atravessar seu caminho. Na índia, nos anos 80, esse grupo reuniu alguns indivíduos que, sob a orientação dos dois santos obscuros e em completo isolamento, levaram a busca do eu ao extremo; as partes introdutórias e finais do filme, o feedback repetido, nos mostram exemplos das práticas chocantes de meditação e automutilação às quais muitos deles não sobreviveram. Aqueles que conseguiram voltar pra casa, na Europa, trouxeram de volta sinais pesados dessas experiências, algo... no corpo e esppírito.


A emanação do primeiro e terceiro episódio é um ser chamado "Tulpa". Uma breve pesquisa permitiu compreender que este é o nome que os budistas tibetanos atribuem à manifestação material do pensamento, uma "forma de pensamento" poderoso. Em palavras simples para os tibetanos pensamento místico não possui uma mera função intelectual, mas é ligado à mesma energia espiritual universal que permeia o mundo material, considerando as ondas do mas, ou os círculos que se formam ao ogar uma pedra na água: essas "ondas" normalmente tem vida curta, mas se é uma emoção violenta (medo, raiva) a ideia ganha vida, e permanecendo esse pensamento por muito tempo em nossas mentes, a energia espiritual e a enegia vital pode transformá-lo em algo mais. Para os budistas tibetanos tudo é maya, ilusão, incluindo o mundo material que vivemos, para que a linha tenue entre ele e o mundo espiritual possa ser cruzado.

Talvez diríamos que essas manifestações não sejam os epiritos dos mortos, mas seus pensamentos encarnados: Como o terror e o medo daqueles que estão prestes a morrer por uma violenta morte. Pensamentos tão intensos que permanecem em nosso mundo mesmo após a morte daqueles que os geraram. 

Em tears of Kali, o espírito que atormenta Elizabeth nasce de sua raiva e ciúme, enquanto Mira não nos diz muito, então podemos supor que seu espírito é apenas a consequencia de um ritual particular de purificação: para ambos as "terapias" exercidas no passado não exorcizaram efetivamente seus demônios interiores, elas simplesmente liberaram essas forças no mundo.

Diante de comentários de pessoas que se sentiram ofendidas da representação RUIM que o filme teria dado ao budismo ou o misticismo indiano e suas divindades, acho uma posição patética. Pois o filme é uma obra de FANTASIA e não pretende ensinar religião ou espiritualidade. O diretor não pretendeu representar a verdade sobre Tulpa e budismo, ele apenas viu o potencial inquietante do assunto e fez dele o seu próprio, adicionando detalhes assustadores, pois é um filme de terror.  (The Obsidian Mirror)

Além disso, não importa a religião, quem faz dela são as pessoas.

Enfim o filme tem um ritmo mais lento que a maioria dos filmes hardcore alemães, além do orçamento relativamente baixo. Provavelmente um filme que divida o público. O filme tem uns bons sustos e choques, uma reminiscencia de filmes como Necromentia e os trabalhos de Clive Barker e H.P Lovecraft. Tem uma atmosfera genuinamente assustadora. Alguns ficariam orgulhosos da cena a qual as pálpebras dos olhos são arrancados com a tesoura.

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