12 maio 2013

Kenneth Grant [Uma introdução a Àrvore da vida]



Kenneth Grant  foi um ocultista britânico, e grande nome da Magia Typhoniana , Grant desfrutou de uma popularidade modesta no ocultismo, em grande parte graças aos seus relatos autobiográficos de sua relação com os dois maiores influentes da magia do século XX, Aleister Crowley e Austin Osman Spare.
A coleção completa de sua obra resultou em um corpo monumental de obras a ser estudadas pelos adeptos e constituem uma sólida formação mágica aos interessados em particular quando consideramos sua série de Trilogias Typhonianas. O impacto de Kenneth Grant par ao ocultismo de hoje é grandioso mas estamos longe de te ruma visão completa de sua influência nos anos que se seguirão.


Apresento aqui uma introdução de uma obra traduzida incrível deste autor, "Nightside of Éden", não postarei completo e nem colocarei link para download, pois ficou claro no livro que esta tradução não é pra ser "para o povo" se é que me entende, por esta razão, aqui estás apenas seu prefácio!

A Árvore da Vida é uma chave para os poderes ocultos tanto em um sentido místico quanto em um sentido mágico. Numerosos livros têm sido escritos sobre as Dez Sephiroth e os Vinte e Dois Caminhos desenvolvidos pela consciência humana em sua tentativa de compreender poderes macro cósmicos em termos de valores micro cósmicos.
O ocultismo no Ocidente, contudo, tem sido dominado por interpretações que levam em consideração apenas o aspecto positivo deste grande símbolo. O outro lado, o lado negativo ou oposto da Árvore tem sido mantido fora de vista e diligentemente ignorado. Porém não existe dia sem noite, e o próprio Ser não pode existir sem referência ao Não-Ser do qual ele é a inevitável manifestação. Quaisquer alusões à este aspecto da Árvore e seus ramos tem sido colocadas num plano mais abrangente sob títulos desdenhosos ou relacionadas ao reino infernal das Qliphoth, o mundo das conchas ou sombras que não é nenhum outro além do nosso mundo tal como o conhecemos, sem a luz transformadora da consciência mágica. Uma completa iniciação mágica não é possível sem uma compreensão dos assim chamados caminhos qlifóticos que são, na prática, tão reais quanto a sombra de qualquer objeto iluminado pelo sol. Em outras palavras, os caminhos bem iluminados de Horus, os caminhos que o homem projetou para para conectar as zonas de poder cósmicas (Sephiroth) com sua própria consciência, tem suas contrapartes nos Túneis de Set, uma teia escura ou rede noturna de caminhos, cuja verdadeira existência é negada ou ignorada por aqueles que são incapazes de perceber a total verdade da Árvore e sua validade para aqueles que escalariam mesmo seus ramos mais baixos.
A mente é iludida com promessas de ‘consciência cósmica’ e os sentidos são induzidos ao sono ou são enfeitiçados pela constante reiteração de que se abrirmos nossas asas e voarmos nós alcançaremos os ramos mais altos no espaço de um único tempo de vida. Contudo aqueles que realmente falam com tanta desenvoltura sobre iluminação, e que varrem de lado com aparente facilidade os lados opostos das zonas de poder com as quais eles ostentam familiaridade, eles realmente acreditam que apenas um lado existe ? É fútil e falso imaginar uma moeda com apenas um lado. É apenas depois de dominar o mundo das sombras dentro de si mesmo na forma de arqui-demônios, ódio, luxúria, e orgulho, que o homem pode realmente reivindicar a ser o Senhor das Rodas ou Discos Brilhantes.(I.e. as dez Sephiroth. (Vide Diagrama da Árvore).
É parcialmente devido à obra de Frater Achad sobre a Árvore que eu pela primeira vez percebi a natureza multidimensional de seus muitos aspectos. Então assumi para mim uma forma totalmente diferente; ela não era mais um mero diagrama simbolizando um sistema preciso embora complexo de realização espiritual; ela se tornou viva, tomou volume, e pareceu tão diferente de um diagrama quanto um país com relação a seu mapa. Eu me conscientizei de que a Árvore não tinha apenas um topo e uma base, mas também uma frente e um verso, e embora Achad não tenha desenvolvido sua tese do mesmo modo pelo qual comecei à vislumbrar o assunto, ele não obstante estava ciente de suas implicações sobre o aspecto oposto. Este fato pode ser apreciado por um estudo de sua Fórmula do Reverso em conexão com palavras mágicas de poder, e sua interpretação de certos versos do Livro da Lei.(Um livro recebido por transmissão direta em 1904 por Aleister Crowley. Vide Aleister Crowley & O Deus Oculto, Muller, 1973.) Chocoume naquela ocasião (No ano de 1952 e.v., quando eu estava reformando a OTO e compondo rituais mais tarde utilizados na Loja Nova Ísis. VideO Renascer da Magia, Muller, 1972.) o fato que se as Sephiroth fossem vistas como globos mais do que como rodas ou discos, os caminhos seriam adequadamente aprofundados e seriam parecidos não como planos áridos entre as zonas de poder, mas como túneis perfurando com profundidade no espaço, pois a Árvore como um todo está enraizada nos vazios internos e místicos de consciência multidimensional os quais não podem ser adequadamente representados por um diagrama bidimensional.
Estou plenamente consciente de que as regiões opostas das zonas de poder são território perigoso, e a princípio recordaria àqueles que acham que tal exploração seria melhor não ser feita, de que não se pode começar esta iniciação, ou jornada interior, quando se começa sua subida desde Malkuth,(O modo usual de procedimento é subir a Árvore de Malkuth à Kether via Pilar do Meio. Vide diagrama.) pois somente projetando a consciência através de Daäth,(A décima primeira zona de poder) o Portal do Abismo, pode-se ingressar no Reino dos espaços infernais que está sob o domínio de Choronzon. Deve-se portanto estar familiarizado com estes caminhos antes que se possa entrar no Local Profundo onde eles continuam, não como os bem iluminados Caminhos de Hórus plenamente sinalizados à luz do dia, mas como os Túneis de Set que dobram e se contorcem como uma serpente, ou como as entranhas daquele Deus do Golfo sem nome cuja escuridão possibilita, por contraste, suas contrapartes claras. Se isso for mantido em mente não será necessário me culpar por irresponsabilidade por aqueles que possam ser seduzidos, mesmo contra sua vontade, a começar uma jornada para a qual eles estejam inadequadamente equipados e que possa portanto se mostrar fatal.
Uma outra observação parece ser relevante. Durante o curso da escrita dos três volumes que constituem minha Trilogia Tifoniana um Adepto chamado Michael Bertiaux escreveu para mim de Chicago. Sua carta foi o início de uma correspondência frutífera durante o curso da qual ele me enviou os Papéis Graduados de sua sociedade secreta (O Monastério dos Sete Raios, que inclui o Culto da Serpente Negra (La Coulevre Noire). (Vide particularmente os Papéis Graduados pertencentes ao Curso do 4° Ano.). Para minha surpresa descobri que ele tinha, bastante independente de minhas próprias pesquisas, formulado uma concepção da Árvore da Vida que comportava entre suas muitas facetas os Caminhos Retrógrados que eu aqui chamo de os Túneis de Set. Embora não exista alinhamento preciso de nossas teorias respectivas, é talvez interessante notar como as duas concepções se confirmam e complementam entre si. Portanto tomo esta oportunidade para chamar a atenção do leitor para o tratamento do Sr.Bertiaux sobre o assunto. Isso me traz ao ponto final: À menos que o ocultismo se torne criativo no sentido de abrir novas abordagens, modificando e desenvolvendo conceitos tradicionais e revelando de modo geral um pouco mais sobre aquela Deusa Suprema cuja identidade está oculta por trás do véu de Ísis, Kali, Nuit, ou Sothis, haverá estagnação no pântano de crenças tornadas inertes pela recente rápida aceleração da consciência da humanidade, que pouco sente falta do miraculoso. Se não se quiser que a ciência do imanifesto permaneça fundamentada num estágio pré pubescente, enquanto as ciências manifestas sobem ao espaço, o ocultista maduro deve por de lado os brinquedos da superstição e encarar sem temor as Árvores da Eternidade cujos troncos e ramos brilham com o fogo solar, mas cujas raízes são nutridas na escuridão.
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