03 abril 2013

Elizabeth Bathory: A Condessa que inspirou Clássicos

Elizabeth Bathory  By Shopot
         A Condessa Elizabeth Bathory, nome americano para Erzsebet Báthory, foi uma das mulheres mais perversas e sanguinárias já conhecidas pela humanidade. A Condessa Sangrenta, é como ficou conhecida através dos tempos devido aos relatos que ultrapassam apenas lendas.

         Fora esse acaso, qual a relação da Condessa junto ao metal extremo? Uma pergunta que possui uma resposta simples: a fascinação de artistas pela musa que originaram clássicos. Bandas como Venom, Ghost, Bathory, Tormentor, e muitas outras se inspiraram em seus contos para mostrar ao mundo seus feitios que em suma não eram nada maravilhosos a olhos que não apreciam a arte de Elizabeth.



História de Elizabeth Bathory

Elizabeth nasceu em 1560, filha de pais de famílias aristocráticas da Hungria, neste período as forças turcas conquistaram a maior parte do território Húngaro, se tornando campo de batalha entre Turquia e Áustria. Existem autores que consideram esse o motivo de seu sadismo, uma vez que conviverá e tenha presenciado todo tipo de atrocidades quando criança. Um fato que marcou a vida da ainda então não Condessa, fora o fato de presenciar suas irmãs sendo violentadas e mortas por rebeldes durante um ataque a seu castelo. Durante sua infância ficou sujeira às doenças repentinas que destoavam uma intensa fúria e comportamento incontrolável. Fora esses deleites para seus pensamentos mórbidos que surgiriam posteriores, teve sempre uma ótima educação, uma menina excepcional pela sua abrangente inteligência. Húngaro, latim e alemão eram as línguas da qual Elizabeth era fluente.

          Aos 14 anos engravidou de um camponês, porém estando noiva do Conde Ferenc Nadasdy, fugiu para não complicar seu futuro casamento; que ocorrera em maio de 1575. Ferenc era um oficial do exército, que ganhou a fama de ser cruel, dentre os turcos. Quando não se encontrava em batalha contra a Áustria, ensinava a bela Elizabeth algumas torturas em seus criados indisciplinados.
         Elizabeth cresceu e quando adulta tornou-se uma bela aristocrata. Em sua presença, não era possível imaginar as tamanhas atrocidades realizadas por aquela atraente mulher, muito menos acreditar que existirá um mórbido prazer em admirar o sofrimento alheio. A agora Condessa Bathory mantinha um rígido regulamento e aqueles que infringiam o mesmo seriam punidos, e por sempre desejar o sofrimento alheio encontrava motivos para aplicar punições de tortura ou até mesmo a morte. Existem vários relatos de seus métodos para tortura, desde enfiar agulhas por debaixo das unhas até mesmo espanca-los até que a morte lhe caísse como um manto. A fama de “vampira” surgiu por a mesma morder e dilacerar a carne de duas criadas.
Existem também outras lendas que marcaram a infame história de Bathory, onde a mesma se banhava em sangue para permanecer jovem eternamente. Essa lenda se desencadeou quando uma criada puxou seu cabelo acidentalmente ao escová-los, e dizem que a Condessa espancou até a morte, e ao espirrar o sangue em sua mão, se encantou em vê-lo clarear sua pele depois de seco
.

        Mas, Elizabeth não estava sozinha durante estas ações macabras, o servo Ficzko, Helena Jo, Dorothea Szentos e Katarina Beneczky acompanhavam a Condessa nesta sanguinária carreira. Não se sabe ao certo qual a participação deste nos atos, mas apenas existem relatos de que os mesmos auxiliavam a Condessa nestes momentos.
         A Condessa em 1585 deu à luz pela primeira vez, uma menina que recebeu o nome de Anna. Ursula e Katherina foram às outras duas filhas de Bathory, concebidas nos nove anos seguintes de Anna. Em 1598, nasceu Paul, o primeiro filho do casal. Pelas cartas enviadas a parentes, a Condessa não levantava suspeita e demonstrava ser uma boa mãe e esposa.
         Klara Bathory, tia de Elizabeth se tornava um dos divertimentos da Condessa na ausência do conde. Klara era uma bissexual assumida, rica e poderosa. A tia sempre possuía muitas raparigas disponíveis para ela e Elizabeth “brincarem”.
         Em 1604 mudou-se para Viena devido à morte de seu marido. Autores informam que deste ponto em diante seus atos se tornaram mais depravados e macabros. Anna Darvulia, que muitos dizem ser suposta amante da Condessa participou dos atos sanguinários e instigou Elizabeth em novos meios de torturas e sadismo em geral. Existem duas torturas que eram o ápice da Condessa e que causava embrulho no estomago de quem presenciasse tamanha atrocidade:
·         Durante o inverno as criadas eram jogadas na neve e banhadas em água fria, congelando até a morte;
·         Durante o verão as criadas eram amarradas e banhadas em mel para que os insetos pudessem devorá-las vivas.

Fora estas atrocidades mais obscenas, as criadas mais indisciplinadas eram marcadas com ferro quente no rosto ou em qualquer local sensível, e chegou a incendiar os pelos pubianos de algumas delas. Uma jaula em seu porão fora construída para deleite de sua perversidade, onde a vítima ficara sendo torturada aos poucos, e que muitas vezes o sangue banhava seu rosto e roupas.




         Em 1609 Darvulia estava com sérios problemas de saúde e não mais continuou como cúmplice, fazendo com que a Condessa cometesse muitos deslizes. Corpos eram expostos aos redores de sua moradia, chamando atenção dos moradores e autoridades. Em certa ocasião, quando devido a sua fama nenhuma criada queria lhe servir, uma jovem moça da nobreza fora morta pela Condessa e a mesma encobriu alegando suicídio.
         Foram abertas investigações em 1610, referente aos assassinatos cometidos pela Condessa. A Coroa obteve uma excelente oportunidade para confiscar as terras por motivos de dívida do finado marido. Em dezembro do mesmo ano fora presa e julgada. Em janeiro do ano seguinte foi apresentada como prova, anotações escritas por Elizabeth, onde existiam cerca de 650 nomes de vítimas mortas. Os cúmplices foram condenados à morte e Bathory a prisão perpétua.
         Bathory exilada em um aposento em seu próprio castelo, do qual não havia portas e nem janelas, esperou a morte que ocorrera em 21 de agosto de 1614. O seu corpo deveria ter sido enterrado na igreja da cidade de Csejthe, mas os habitantes acharam repugnantes de ter a “Condessa Sangrenta” sepultada na cidade, logo Bathory fora sepultada em Ecsed.

Fotos das ruinas de seu castelo:



Elizabeth Bathory e o Metal Extremo

         Elizabeth Bathory influenciou muitos artistas, devido as suas histórias macabras, perversos e o mistério envolto da bela Condessa.
         Artistas não só criaram hinos, mas também obras primas sempre tentando revelar o lado mais obscuro da Condessa, retocado e lapidando detalhes de suas monstruosidades, e o melhor de tudo, é com um ótimo grau de detalhes.
         Conforme comentado no inicio do tópico, existem artistas como Venom, Bathory, Ghost, Dissection e muitos outros que prestam homenagem a Condessa em seus álbuns basta procurar por suas letras.

Fonte de informação: http://allthatmetal.blogspot.com.br


Dissection - Elizabeth Bathory

Essa é uma história sobre Elisabeth Bathory
O sangue dela é o nosso próprio...
puro, sangue húngaro...
Castelo sombrio,
som oculto de carols
mulher... chorando
... eternamente satisfeita
Elisabeth não dormiu essa noite
ela foi enfeitiçada através de olhos pretos
As meninas mortas estão cortejando ela
sobre letais linhas de círculos magicos
ela enfia agulhas debaixo das unhas das senhoras
seus corpos congelados enterrados vivos

Oh como eu amo sentir sua respiração
Eu desejo ser o amante da Morte
Desejos tornam-se verdades
Orações malignas são ouvidas
Por Elisabeth Bathory

A condessa de meu fogo
Você também é o sacrifício dela
Você dará seu sangue
Porque ela deve ter um banho
bem-vinda minha juventude, uma vida anterior...
mais completa que nunca... pelo sangue
Oh sim pelo sangue eu fui fortalecida
Oh eu sinto a mágica... eu vôo para a lua...
Condessa está é sua noite
Você assombrada por seus desejos selvagens
Possuída pelo desejo bestial
Você é a deusa do amor

Oh, como eu amo... 

A mente dela é insasiavel
Ela implora eternamente o sangue das virgens
As chamas dela jamais vão morrer...
Rodeada pela glória infernal

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