08 março 2013

Os segredos do Abismo e os Deuses sombrios



Um dos ‘segredos’ do Abismo é contido na seguinte cota de um ‘texto Alquímico’: O segredo do Magus/Mousa que está além do Grau de Magister Templi/Senhora da Terra é uma simples união de duas coisas comuns. Essa unidade é maior que, mas construída sobre o pelicano duplo sendo interior ainda que como o estágio do Sol, exterior ainda que em menor grau. Aqui está a água viva, AZOTH, a qual cai sobre a Terra nutrindo-a, e da qual as sementes ornam com flores que brilham mais que o sol.A flor, propriamente preparada, rasga o Paraíso – ela é o grande elixir que vem disso o qual quando criado dentro do corpo dissolve Sol e Luna trazendo exaltação. Qualquer um que crie esse elixir viverá imortal entre as estrelas ardentes...”Esse segredo é contido em vários dos textos alquímicos medievais: do pelicano duplo vem Azoth. 


A ‘semente’ deve ser regada por essa água viva – disso, dadas certas condições de preparação (i.e. nutrimento) as sementes ornam com flores. A semente,note, é regada na Terra. Dessa flor, o elixir final é preparado. Textos Alquímicos: Aqueles que têm se tornado públicos durante os séculos caem em três grupos. Ao primeiro pertencem aqueles que o simbolismo básico(dos estágios alquímicos, processos e outros) é basicamente septenario; o segundo grupo contém aqueles baseados em outro simbolismo (às vezes doze, às vezes dez, quatorze); enquanto o terceiro grupo não contém sistema ‘numérico’ para classificação ou uma mistura de vários.(Para alusões mais antigas ao Septenario veja os trabalhos de Robert Fludd). Deve ser obvio que aqueles merecedores de estudo sério pertencem ao primeiro grupo. 


 OS DEUSES SOMBRIOS 
 De acordo com a tradição, os Deuses Sombrios são entidades efetivas que existem no universo acausal. De acordo com nossa percepção espacial, causal, essas entidades podem ser consideradas como ‘sem tempo e caóticas’.Desde que nossa consciência é por natureza parcialmente acausal essas entidades podem tornar-se manifestas em nós se nós possuímos as chaves para alcançar os níveis apropriados de consciência. O que é chamado de ‘Abismo’ separa nosso consciência diária da consciência(e assim compreensão)dos Deuses Sombrios. O ordalio do Abismo envolve a confrontação dessas entidades – e aceitando elas por o que elas são, isto é, desatados de nossa ilusão de opostos e o conflito de ‘bem’ e ‘mal’.Enquanto é conveniente considerar os Deuses Sombrios meramente como símbolos que representam as energias do acausal – como uma projeção de nossa própria consciência sobre o próprio Caos – é igualmente possível considerar eles como existindo fisicamente. Qual dessas (ou nenhuma delas)é correta, o Adepto descobre durante o ordalio do Abismo. A lenda, entretanto, revoca os Deuses Sombrios como visitando nosso planeta muitas vezes no passado – passando através de um dos muitos 'Portais Estelares’.Portais Estelares são regiões no espaço-tempo onde nosso universo causal e o universo acausal são ligados – eles são portais físicos, e passagem de um universo para outro é possível através deles. De acordo com a lenda, Portais Estelares existem perto das estrelas Dabih, Naos e Algol: isto é, se você viajar da Terra em direção de uma dessas estrelas você pode passar através de um Portal Estelar. Há também estórias de um Portal Estelar dentro de nosso sistema solar – o Portal através do qual os Deuses Sombrios vieram para a Terra.Esse Portal Estelar é acreditado ser perto do planeta Saturno.Às vezes, o Abismo invade nossos sonhos, mas na maioria o abismo é alcançado seguindo o caminho septenario. Ele fica entre as esferas do Sol e Marte, e divide o Adepto do Mestre/Senhora. Ele é o Portal para os deuses dentro e deuses fora de nós.

Notas Sobre Alguns Termos Usados: 
Arquétipos: A terminologia deriva dos trabalhos de Jung, ainda que usada, esotéricamente, de um modo especifico. Esotéricamente, um arquétipo é considerado como uma compreensão, por um individuo, de energias acausais. Essa compreensão pode ser consciente, ou pode ser inconsciente – isto é, ela é apresentada para a consciência do individuo pelos processos psíquicos tais como sonhos, trabalhos de Arte inspiradores ou o processo de viver (como quando, por exemplo, um individuo ‘ver’ uma pessoa real em um modo arquétipo: acredita que eles sejam tal como uma figura arquétipa). Os arquétipos fundamentais, entendidos pelo individuo em um nível individual, são descritos no Tarot: como o ‘Arcano Maior’ e as Figuras das cartas dos Naipes. Esses são descrições de formas arquétipas. Essencialmente, cada individuo possui dentro de si mesmo(em sua ‘psique’)todas as formas arquétipas: ‘masculinas’(ou solares) e ‘femininas’(ou lunares). A maioria desses são ‘escondidos’ por causa da consciência e a maioria permanece dormente.Treino magicko desperta essas formas, trazem-nas para a consciência e então as tira de suas ‘formas’: deixando energia arquétipa ‘pura’ (ou ‘acausal’). Essa energia tornao Adepto*.Como usado pelos Adeptos do caminho septenario, ‘arquétipo’ é um desenvolvimento da terminologia de Jung, e recoloca o termo “imagem” que tem estado em uso antes. Psique: Como usado esotéricamente, isso se refere aos aspectos latentes ou ‘escondidos’ de uma consciência individual. Uma parte importante da psique é o ‘inconsciente’ -aquela área da psique da qual o individuo é desatento (no sentido de não sendo hábil para explicar/entender elas em sua essência) e onde os arquétipos podem ser ditos‘residir’.Por ‘latente’ é significado: capaz de desenvolvimento. A psique assim contém o potencial do ‘Self’. Assim a psique pode ser vista como ‘acima’ e ‘abaixo’ o que um individuo em particular é em certo momento do tempo: Há usualmente alguma coisa‘inconsciente’ como há usualmente o potencial de desenvolvimento futuro(em direção de maior consciência). Isso é simplesmente outro modo de dizer que imagens arquétipas, o ego, o self, e o ‘Imortal’(esse último como o último estágio do caminho septenario) são todos parte da psique. 

Ego; Self: O ‘ego’ é aquele aspecto da psique de um individuo o qual se relaciona com o ‘Eu’ –isto é, a percepção é limitada pelos interesses/necessidades do individuo. Um individuo possuído pelo ‘ego’ é um individuo dominado pela maioria dos desejos/necessidades inconscientes – isto é, cativo pelos arquétipos e sua manifestação. Esotéricamente, um aspecto importante disso é quando um individuo é ‘possuído’ pelo simbolismo do inconsciente e vê aspectos da vida externa como ‘maus presságios’ desse inconsciente(que pode ser projetado como ‘Deus’/deuses/demônios: i.e. como derivando dessas formas). Isso se manifesta, por exemplo, no individuo imerso em simbolismo de sonho (e as ‘interpretações’), em ‘mensagens do inconsciente’ (e sua ‘interpretação’) –sejam essas de ‘Deus’/deuses/demônios etc. – e naqueles sistemas ‘causais’ (como o Tarot, I Ching etc. etc.) que eles acreditam que podem ‘explicar’ sua vida. Em contradição, o Noviço esotérico trata todas as formas de tal simbolismo com certo desdém – um mero meio: não um fim em si.No desenvolvimento de um individuo enquanto um individuo se desenvolve naturalmente (i.e. sem a ajuda de Artes esotéricas) o estágio do ‘ego’ acaba da juventude para a meia-idade: há uma necessidade de estabelecer um ‘papel’ exterior(na sociedade/clã etc.), em encontrar um ‘companheiro’ e propagar e olhar pelas necessidades/prazeres físicos/mentais.O ‘self’ é o ‘estágio’ além disso – quando há uma compreensão (frequentemente somente intuitiva fora da magicka) de (a) o wyrd do individuo e (b) a existência separada de outros indivíduos como aqueles indivíduos são em si mesmos. Colocando simplesmente, (b) envolve um grau de ‘empatia’. No estado natural, o self pode se desenvolver na ‘meia-idade’ ou antes – e freqüentemente desperta como uma conseqüência de experiências formativas (e.g. experiência de guerra; perda pessoal;tragédia). No estado natural (porque o inconsciente não tem sido prosperamente experimentado e integrado) há quase sempre um conflito com os desejos/pressões do‘ego’ logo que a introspecção, dada pelo self, é às vezes perdida pelo individuo que retorna para uma existência de ‘ego’. A ‘sabedoria’ da ‘velhice’ é a resolução gradual desse conflito em favor do self. No passado, o esforço de uma psique individual por self-elevado era frequentemente representada pelos mitos e lendas.Outro termo para self-elevado (a vivência do papel do self – onde a percepção de ‘Tempo’difere daquele do ‘ego’) é ‘individualização’ (q.v. Os trabalhos de Jung).Esotéricamente, self/individualização é Adeptidade – mas Adeptidade implica muito mais que ‘individualização’. Implica um entendimento consciente, racional do próprio self e aqueles de outros tão bem quanto habilidade/maestria de Artes esotéricas etécnicas. Também implica uma perspectiva ‘cósmica’/Aeonica em relação ao Wyrd eo self. Individualização pode ser vista como um estágio natural, alcançado pelo processo natural de vivência (para alguns, pelo menos) enquanto que Adeptidade é um objetivo alcançado seguindo um Caminho esotérico; isto é, que resulta da Iniciação nos mistérios. Como tal, Adeptidade contém individualização, nas é maior que ela.Também, individualização em si é somente um estágio: há estágios mesmo além desse: ele não é o fim do desenvolvimento pessoal (como alguns ‘Jungianos’mantém). Além, está o ordalio do Abismo e o nascimento do Mestre/Senhora – além deles está a Imortalidade.Expressado simplesmente, o ‘ego’ não tem percepção de ‘tempo’ acausal – mas é afetado inconscientemente por energias acausais; o ‘self’ tem alguma percepção de‘tempo’ acausal e é menos afetado pelas energias acausais. O Adepto tem aprendido acontrolar as energias pessoais acausais da psique (magicka externa/interna) – aindapermanece, entretanto, energias ‘Aeonicas’ que afetam mesmo o self.Controle/maestria desses leva o individuo para além do Abismo.

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