16 fevereiro 2013

O Caminho da Mão Esquerda


O CME é essencialmente magicka interna porque tal magicka significa o uso, pelo individuo, dos Caminhos Sombrios que ligam as sete esferas da Arvore de Wyrd. Não há caminho de luz desde que os caminhos por natureza implicam um fluxo de energia e tal energia pode ser somente direcional. Energia direcional significa Mudança, no causal – a emergência de Caos através de um ‘portal’. Toda evolução de consciência é um ato magicko– uma expansão do acausal dentro do reino do causal. 

Os caminhos que ligam as sete esferas são representações do acausal e como tal simbolizam aquilo que normalmente (pelo menos para a consciência ‘diária’) escondido. O que é escondido torna-se revelado e feito presente, em nosso mundo fenomenal, pelo ato magicko. Aquilo que é revelado é Caos, não-Existência. Esses atos são reveladores e destroem a consciência diária ou ‘ego’ consciente e como tal é a essência da verdadeira Iniciação.

É porque eles são (ou seriam) entendidos como somente o inicio da magicka interna do caminho septenario que aqueles usando esses Caminhos Sombrios são livres de problemas de bifurcação de identidade que surge com outros sistemas.

A essência do genuíno CME – e isso inclui a Tradição Sombria (ou sinistra) e Satanismo tradicional – é o uso de energias magickas para aumentar a evolução do individuo. Tal evolução não pode existir fora do CME como um ato de vontade. Evolução é desejada, enquanto um ato magicko, via experiência: por revelar o acausal, confrontando-o(usualmente por símbolos) e finalmente por integrá-lo. Não há outro modo.

‘Magicka’ é simplesmente a presenciação de energia acausal – para magicka‘externa’, pelo intento ou desejo do individuo em direção de outro aspecto causal (o qual inclui outros indivíduos); para magicka ‘interna’, em direção da psique*

Notas Sobre Alguns Termos Usados:
Acausal/causal: 
O causal é o universo ‘físico’ descrito pelas três dimensões espaciais (nos ângulos retos mutuamente)
e tempo linear. O acausal é o universo (ou universos: geralmente o singular é usado para escapar de complicações semânticas, ainda que a tradição Septenaria aceita a quase certeza que muitos universos ‘acausais’ existem para presentear ‘nosso’ universo causal) descrito por um não especificado número de dimensões espaciais e por tempo não linear (ou acausal). Essas dimensões espaciais não estão necessariamente nos ângulos retos mutuamente.O universo causal frequentemente referido simplesmente como o ‘causal’) é descrito pelas leis da Física. Esotéricamente, vida é considerada como uma manifestação do acausal dentro do causal: isso é basicamente ‘um modo’ (i.e. do acausal para o causal – isso pode ser visto como um ‘fluxo’ de energia). Vida superior (isto é, vida que tem percepção) envolve dois tipos de processos: ou melhor, os dois tipos de processos são latentes dentro da vida com percepção. Em termos práticos, isso significa que entidades de vida com percepção (indivíduos) podem mudar a soma/intensidade do fluxo acausal tanto quanto transcender para o próprio acausal. Assim o ‘objetivo’ da vida com percepção é incrementar esse fluxo (por descobrimento – descobrindo ou revelando no sentido de Heidegger – do nexion escondido) e então tornar-se parte do acausal (i.e. ‘imortal’ quando visto do causal).
Iniciação, e ‘os Mistérios’ (i.e. o Caminho Septenario) é o meio para alcançar isso. Nossa psique é uma região onde pode ser dito que o acausal e o causal ‘coincidem’ e as “leis da psique” descrevem essa região. Arqué tipos são as compreensões causais da energia acausal enquanto essa flui do acausal para nosso causal. A ‘Arvore de Wyrd’ é uma descrição básica (ou “mapa”) dessa região – o Abismo, o próprio nexion. Abaixo do Abismo, compreensão depende de símbolos e palavras (onde símbolos aqui se referem a sigilos/representação artística, etc. e motivos/mitos/formas arquétipas,etc.). Além do Abismo, é compreensão causal: nós podemos aproximar isso por símbolos abstratos (tal como o Jogo Estelar).
Um Aeon é uma disposição particular do causal sobre a Terra que é manifesto como uma civilização – i.e. um incremento do acausal, usualmente em um lugar/área especifica por um período de tempo (linear). Esse incremento afeta indivíduos:primeiro somente aqueles em proximidade com o centro, e então por ultimo viadifusão outros também. Essa disposição é considerada como um processo natural que ocorre por causa da natureza do acausal e causal. Entretanto, a tradição esotérica mantém que essa disposição tem em extensões variegadas sido ‘alterada’ por indivíduos: no inicio como um processo inconsciente na maioria.

Ego; Self:
O ‘ego’ é aquele aspecto da psique de um individuo o qual se relaciona com o ‘Eu’ –isto é, a percepção é limitada pelos interesses/necessidades do individuo. Um   individuo possuído pelo ‘ego’ é um individuo dominado pela maioria dos desejos/necessidades inconscientes – isto é, cativo pelos arquétipos e sua manifestação. Esotéricamente, um aspecto importante disso é quando um individuo é ‘possuído’ pelo simbolismo do inconsciente e vê aspectos da vida externa como ‘maus presságios’ desse inconsciente(que pode ser projetado como ‘Deus’/deuses/demônios: i.e. como derivando dessas formas). Isso se manifesta, por exemplo, no individuo imerso em simbolismo de sonho (e as ‘interpretações’), em ‘mensagens do inconsciente’ (e sua ‘interpretação’) –sejam essas de ‘Deus’/deuses/demônios etc. – e naqueles sistemas ‘causais’ (como oTarot, I Ching etc. etc.) que eles acreditam que podem ‘explicar’ sua vida. Em contradição, o Noviço esotérico trata todas as formas de tal simbolismo com certo desdém – um mero meio: não um fim em si.No desenvolvimento de um individuo enquanto um individuo se desenvolve naturalmente (i.e. sem a ajuda de Artes esotéricas) o estágio do ‘ego’ acaba da juventude para a meia-idade: há uma necessidade de estabelecer um ‘papel’ exterior(na sociedade/clã etc.), em encontrar um ‘companheiro’ e propagar e olhar pelas necessidades/prazeres físicos/mentais.O ‘self’ é o ‘estágio’ além disso – quando há uma compreensão (frequentemente somente intuitiva fora da magicka) de (a) o wyrd do individuo e (b) a existência separada de outros indivíduos como aqueles indivíduos são em si mesmos. Colocando simplesmente, (b) envolve um grau de ‘empatia’. No estado natural, o self pode se desenvolver na ‘meia-idade’ ou antes – e freqüentemente desperta como uma conseqüência de experiências formativas (e.g. experiência de guerra; perda pessoal;tragédia). No estado natural (porque o inconsciente não tem sido prosperamente experimentado e integrado) há quase sempre um conflito com os desejos/pressões do‘ego’ logo que a introspecção, dada pelo self, é às vezes perdida pelo individuo que retorna para uma existência de ‘ego’. A ‘sabedoria’ da ‘velhice’ é a resolução gradua desse conflito em favor do self.No passado, o esforço de uma psique individual por self-elevado era frequentemente representada pelos mitos e lendas.Outro termo para self-elevado (a vivência do papel do self – onde a percepção de ‘Tempo’difere daquele do ‘ego’) é ‘individualização’ (q.v. Os trabalhos de Jung). Esotéricamente, self/individualização é Adeptidade – mas Adeptidade implica muito mais que ‘individualização’. Implica um entendimento consciente, racional do próprio self e aqueles de outros tão bem quanto habilidade/maestria de Artes esotéricas e técnicas. Também implica uma perspectiva ‘cósmica’/Aeonica em relação ao Wyrd eo self. Individualização pode ser vista como um estágio natural, alcançado pelo processo natural de vivência (para alguns, pelo menos) enquanto que Adeptidade é um objetivo alcançado seguindo um Caminho esotérico; isto é, que resulta da Iniciação nos mistérios. Como tal, Adeptidade contém individualização, nas é maior que ela.Também, individualização em si é somente um estágio: há estágios mesmo além desse: ele não é o fim do desenvolvimento pessoal (como alguns ‘Jungianos’ mantém). Além, está o ordalio do Abismo e o nascimento do Mestre/Senhora – além deles está a Imortalidade.Expressado simplesmente, o ‘ego’ não tem percepção de ‘tempo’ acausal – mas é afetado inconscientemente por energias acausais; o ‘self’ tem alguma percepção de‘tempo’ acausal e é menos afetado pelas energias acausais. O Adepto tem aprendido a controlar as energias pessoais acausais da psique (magicka externa/interna) – ainda permanece, entretanto, energias ‘Aeonicas’ que afetam mesmo o self. Controle/maestria desses leva o individuo para além do Abismo.
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